
Agora já lá vão vinte e cinco anos e é tudo mais tranquilo, até porque sei que nada espero dali, a não ser um telefonema esporádico ou um encontro pessoal ainda mais espaçado. No início, com o entusiasmo dos encontros, cheguei a pensar que tudo ia ser diferente, que um dia ele ia deixar a esposa e vinha para mim. Agora sei que tudo vai continuar na mesma e vai acabar quando tiver que ser. Também vivo com a convicção que se ele não tivesse qualquer sentimento para comigo, já me teria deixado. Faço tudo para não introduzir desgraça naquela família. Vivo sozinha com isto, não o partilhando com ninguém, pois sei que ninguém iria aceitar esta minha vida. Mas é esta que vai ser a minha vida.
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